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Breve relato Histórico
A igreja Nossa Senhora dos Navegantes é um patrimônio religioso, histórico e cultural do município de Marataízes. É uma das mais antigas igrejas da região, uma das mais belas igrejas do sul do estado. A devoção a Nossa Senhora dos Navegantes tem suas raízes no período das grandes navegações europeias. Os europeus em busca de novas terras para colonizar se lançaram ao mar, o mar é desde há muito tempo um lugar sombrio, misterioso, lugar do medo.
No mar os navegadores levaram a intercessão de Maria invocada com o título de Nossa Senhora dos Navegantes. Quase todos os barcos raziam uma imagem de Nossa Senhora dos Navegantes entalhada na proa dos barcos. Quando os primeiros colonizadores portugueses chegaram ao Brasil, com eles também desembarcou a devoção a Nossa Senhora dos Navegantes.
A edificação da Igreja Nossa Senhora dos Navegantes iniciou aproximadamente em 1872. A construção da igreja foi esforço do Sr. Simão Rodrigues Soares e possivelmente do Frei Paulo Casanova, do governo provincial e dos fiéis. A obra da igreja foi interrompida em alguns momentos por falta de recursos. Em 1876 se tem notícias que a obra já estava terminando, segundo relatos da Câmara Provincial.
Em 1886 o bispo Dom Pedro Maria Lacerda, bispo do Rio de Janeiro concede licença para conclusão da capela, eclesiasticamente toda a província do Espírito Santo pertencia a Diocese do Rio de Janeiro. Dom Pedro Maria de Lacerda, na sua segunda visita pastoral no Espírito Santo em 1887, celebra a Santa Missa na igreja e faz a benção.
Em 1908, foi concedido pelo Bispado Espírito Santo, Dom Fernandes Souza Monteiro, licença para que a Capela de Nossa Senhora dos Milagres dos Navegantes realizasse os atos solenes conforme as orientações canônicas da Igreja Católica Apostólica Romana. As primeiras imagens de Nossa Senhora dos Navegantes, de Nossa Senhora da Conceição e de São Francisco de Assis, confeccionadas em madeira foram trazidas de Portugal e doadas pela mãe de Simão Soares.
Os festejos religiosos e populares, em honra à Santa Padroeira, iniciaram em 1936. Inicialmente as comemorações iniciavam com a procissão fluvial, no qual os barcos à vela, todos enfeitados eram puxados por um rebocador. O cortejo subia o Rio Itapemirim até a Vila do Itapemirim.
Em 1994, um fato lamentável: a igreja foi invadida, roubaram as imagens em madeira de Nossa Senhora dos Navegantes e de São Francisco de Assis, raziadas de Portugal. Foi nesta igreja que a irmã Cleusa Rody Coelho, mártir na Amazônia, foi batizada, seu nome está na lista de processos de canonização, pela luta e coragem de servir a causa indígena, podendo ser a Primeira Santa.
Texto Retirado da cartilha do Novenário da Comunidade
Irmã Cleusa Rody Coelho
Uma mulher de fé, corajosa e dedicada ao ser humano. Vivia com o mínimo, falava vários idiomas e sabia conviver com o diferente. Essas são algumas das características de Cleusa Carolina Rody Coelho, a irmã que pode se tornar a primeira santa capixaba. Em defesa de povos indígenas, ela foi assassinada em 28 de abril de 1985, às margens do Rio Paciá, na Prelazia de Lábrea, no Amazonas. No próximo dia 25, irmã Cleusa será homenageada pelo papa Francisco, em Roma, no Sínodo da Amazônia
Natural de Cachoeiro de Itapemirim leusa nasceu em uma família humilde. Era filha de um ferroviário e de uma dona de casa. Muito inteligente, por dois anos seguidos foi eleita a melhor aluna da escola. Aprendeu a falar inglês, espanhol, alemão, o que contribuiu para ajudar muitas pessoas que chegavam doentes ao Espírito Santo, pois era voluntária em hospitais e fazia a tradução, no caso de estrangeiros.
Texto e Imagens retirados de A Gazeta